Morte de Gugu Liberato é confirmada: apresentador teve morte encefálica

O apresentador Gugu Liberato morreu nesta sexta-feira, 22 de novembro, dois dias após sofrer uma queda em sua casa em Orlando, na Flórida (Estados Unidos).

Na quarta-feira (20), Gugu sofreu um acidente doméstico e bateu a cabeça. As primeiras informações eram de que ele havia sido encaminhado a um hospital e ficaria em observação por 48 horas. O apresentador chegou a ficar internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu. Segundo confirmou a assessoria de imprensa do artista ao VIX, Gugu teve morte cerebral.

O apresentador sofreu uma queda acidental ao consertar um aparelho de ar-condicionado em sua casa em Orlando.

No comunicado oficial, a família se mostrou consternada com a notícia e exaltou o jeito simples do apresentador.

“Este é um momento que jamais imaginamos viver. Com profunda tristeza, familiares comunicam o falecimento do pai, irmão, filho, amigo, empresário, jornalista e apresentador Antônio Augusto Moraes Liberato (Gugu Liberato), aos 60 anos, em Orlando, Florida, Estados Unidos. Nosso Gugu sempre viveu de maneira simples e alegre, cercado por seus familiares e extremamente dedicado aos filhos. E assim foi até o final da vida, ocorrida após um acidente caseiro”, diz o comunicado.

Antônio Augusto Moraes Liberato deixa três filhos – João Augusto, de 18 anos, e as gêmeas Marina e Sofia, de 15 – e a esposa, Rose Miriam.

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Leia o comunicado oficial da morte:

Morte cerebral: entenda o que acontece

Popularmente denominada morte cerebral, a morte encefálica é a parada total e irreversível das funções do cérebro. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, trata-se da “morte baseada na ausência de todas as funções neurológicas”.

Segundo a legislação brasileira, ela equivale à morte, já que, sem funcionamento cerebral, não existe a possibilidade de haver qualquer consciência – ainda que outros órgãos estejam funcionando.

A legislação do estado norte-americano da Flórida, onde Gugu estava quando sofreu o acidente, entende o quadro de forma similar, onde a morte pode ser determinada quando funções respiratórias e circulatórias estiverem sendo mantidas artificialmente.

O que causa morte encefálica?

A neurologista Gisele Sampaio, da Academia Brasileira de Neurologia, explica que a morte cerebral é consequência da elevada pressão intracraniana, impedindo que haja passagem de sangue para os tecidos cerebrais. Como esta irrigação é responsável por levar oxigênio e nutrientes, o tecido “morre”, sem chances de ser recuperado.

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Como é identificada?

Um dos testes feitos para determinar a ocorrência de morte encefálica é o exame clínico para avaliar reflexos cerebrais, como reflexo nas pupilas, e se não é mais capaz de respirar sem a ajuda de aparelhos.

Também é realizado um exame de fluxo sanguíneo (angiograma cerebral) ou um eletroencefalograma para confirmar a ausência de fluxo sanguíneo cerebral ou atividade cerebral.

Já o Doppler transcraniano – exame que foi realizado para determinar a morte cerebral da ex-primeira-dama Marisa Letícia, é capaz de avaliar a circulação sanguínea dos principais vasos intracranianos por meio de um dispositivo encostado em determinadas regiões da cabeça do paciente a fim de detectar sinais de fluxo sanguíneo nas artérias do cérebro.

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, em muitos casos, os testes são feitos mais de uma vez com intervalo de horas para assegurar um resultado exato.

O que acontece após a morte cerebral?

Quando a morte encefálica é declarada, cabe aos familiares a decisão de desligar os aparelhos que estão mantendo os outros órgãos funcionando – o que acarreta a paralisação deles – ou fazer a doação dos órgãos e tecidos.

Manter o paciente “vivo” após isso, no entanto, não é possível, já que a morte cerebral significa a morte propriamente dita. “Os aparelhos devem ser desligados porque não se trata de uma manutenção de vida. Com a morte encefálica, não é possível que a pessoa continue nem mesmo em estado vegetativo”, explica o neurologista Eduardo Wajnberg.